segunda-feira, 1 de junho de 2009

Primeiro festival

Frágeis afetos foi selecionado para o FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul 2009. O Festival começa agora dia 5 de junho e recebeu 236 inscrições de vídeos dos quais 33 foram selecionados. E o nosso está entre eles. Interessante é que eles dizem que é o "maior painel criativo". Vejam lá.

http://www.audiovisualmercosul.com.br/index.asp

Vejam o blog também.

http://audiovisualmercosul.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Amigos e parcerias são fundamentais!

Às vezes, a gente acha que não realiza porque não tem dinheiro. Ok! Está certo... (já até falei disso aqui!) Mas só sob alguns aspectos. Com amigos por perto se faz muitas coisas. Assim fiz o filme. E há parcerias possíveis que a gente nem imagina.
Imaginaria eu que apenas ao mandar um e-mail com roteiro e currículo para João Gilberto Noll e Adriana Calcanhoto conseguiria fazer o filme que desejava com a música que tanto queria? Não, eu não imaginaria. Mas mandei e tudo deu certo!
Imaginaria eu que ao contatar a editora Record - editora de Noll - eles imprimiriam o convite para o lançamento sem custo? Não, mas foram super-gentis. (será que ainda tem hífen?)
Imaginaria eu que ao conhecer Leonardo Franco, do Solar de Botafogo, e o Guggo conseguiria lançar meu filme num lugar tão chique, tão legal? Não, mas fui lá, conversamos e aí está a coisa acontecendo...
E assim entrou a Shirley com a Preta Produções conseguindo apoios para uma bebidinha comemorativa - aliás, comoramação dupla: lançamento do filme e véspera de aniversário.
E o Osvaldo com equipamento...
E o pessoal do Estação - em especial a Lilian...
E o pessoal da sapataria Sampés...
E o precinho legal da Apema...
E minha amiga Katy e meu cunha Zé Carlos fazendo as legendas em espanhol e inglês para uma pretensiosa "carreira internacional"... rsrsrs
E sei lá mais o que que podemos juntar para fazer arte, fazer filme...
Um acúmulo de generosidades e gente bacana! Sem contar, é claro, a equipe que foi nota 10 - ai o lugar comum...
Que o nosso "lugar comum" seja aquele em que todos se juntam, fazem o primeiro e apostam que o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto se transforme numa carreira... num coletivo: o nosso ColetiVoX.

Convidando...


Bom, não dá para ver direito, mas é o convite virtual para o lançamento do filme no Solar de Botafogo, às 18 horas, no dia 8 de junho, véspera do meu aniversário.




terça-feira, 5 de maio de 2009

ADAPTAÇÃO

Hoje, vi, depois de séculos, o filme Adaptação, de Charles Kaufman. E tem uma sequência em que ele está enlouquecido porque não consegue adaptar o livro e vai a um desses workshops de roteiro - que devem existir aos montes nos Estados Unidos - com um cara que deve ser o protótipo de Syd Field. Aí, o personagem se levanta e pergunta sobre a história que ele quer adaptar e na qual nada acontece, não há uma linha narrativa. Resultado: toma maior bronca do professor-instrutor-sabe tudo, sei lá... A alter-ego de Kaufman fala que o romance é como a vida: não acontece nada. E o professor grita: como não acontece nada ma vida! Tem gente sendo morta, tem isso, tem aquilo!
Aí fiquei pensando: cara, no meu filme não acontece nada. Aparentemente. O que se fala não tem a ver com acontecimentos do tipo tradicional da narrativa: mundo comum, equilibrado, rompe o equilíbrio e volta ao novo equilíbrio com os personagens modificados. Pobres dos meus personagens. Desiludidos... Esperam acontecer algo e não acontece. Frustrações como na vida comum.
Mas o professor fala: escolha um final. O final é que é o lance.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

TRAILLER

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A "coisa"

Qual a coisa que eu queria? Pesquiso a adaptação de textos literários para o cinema há mais de 15 anos. Mas sou cismada com essa história há muito mais do que isso. Desde os tempos da faculdade, lá na década de 80, tinha uma ligação com a história. Começou com Carmem, de Prosper Merimée, que teve várias adaptações. Fiquei pensando tanto nisso que quando entrei para o mestrado na PUC fiz minha dissertação sobre adaptação. Aí era Rubem Fonseca, outra cisma. Adoro o que ele escreve. Até que dei de cara com o conto do Noll. Eu "vi" a história e achei que falar de amores que prometem e não se cumprem era sensacional. Sem contar que havia uma troca de lugares, que eu amei mais ainda. E essa era a "coisa". Não estou bem no que sou, esse outro poderia ser eu. Quero ser o outro. E vivo essa experiência. Só na literatura ou no cinema, eu posso fazer isso.
Tem ainda outra "coisa". Todos os textos sobre adaptação dizem: leia e se afasta do texto original. Mas eu amo filmes que leem e ficam ali grudados. Eu grudei. Eu queria fazer o filme como o texto. Essa foi minha experiência pessoal: tentar fazer um filme que fosse o mais próximo possível do texto original. Hoje, quando releio o texto, acho que está muito, muito parecido. E eu adoro isso! Não sei se funciona. É um filme onde nada acontece. Não há os chamados plot points. Nâo faz graça também. E eu sei que os curtas-metragens de ficção que fazem sucesso, em geral, são engraçados, alguma piadinha... Ops! Ok, há curtas que eu adoro e são inteligentes~, não apenas piadinhas. Mas no meu filme só rola supresa, apreensão e decepção. Como os amores líquidos, do Baumann.

Os atores

Quando escrevi, achei que era um filme no qual eu precisaria de atores de confiança. Gente que entendesse o que eu queria dizer. E caras bonitas porque queria caprichar na expressão dos rostos. Lembrei logo de dois grandes amigos: Shirley e Lino.
Achei que os dois trariam o que eu queria pra o filme. Mandei o roteiro para eles que logo toparam a empreitada. Ambos ocupadíssimos, mas dispostos a "perder" um final de semana para fazer um Noll no cinema.

Mas foi um desencontro, no início. Marquei com os dois, só Shirley pode ir. Depois marquei de novo. Só Lino foi e encarou uma macarrão fora do ponto. Até que um dia, acertei os dois juntos em um único ensaio, mas no qual a chamada "química" rolou de cara. Eu sabia! Eles eram meus personagens e ótimos atores, como são, fariam a "coisa" acontecer.